Sexta-feira, 29 de janeiro
14 de Shevat de 5770
Parashá: Beshalach (Êxodo - 13:17 – 17)
Haftará: Juízes 4:4-5:31

20h06min

 


Tu Bishvat
por Iehuda Gitelman, líder espiritual do Centro Israelita

Um dos tratados da Mishná é chamado de Rosh Hashaná. A primeira Mishná desta seção nos relata sobre os quatro “Anos Novos”. Dois deles são bem conhecidos: Rosh Hashaná no primeiro e segundo dias de Tishrei, e Rosh Hashaná das Árvores, em 15 de Shevat.

Está escrito na Torá: “É o homem como uma árvore do campo” (Devarim 20:19). Nossos sábios nos dizem que os homens são de fato semelhantes às árvores em muitos aspectos, e que há numerosas lições que os homens podem aprender com as árvores.

Uma das coisas que aprendemos é que elas sempre crescem; enquanto estiverem vivas, crescerão. Até no inverno, quando as árvores parecem adormecidas, suas raízes estão ocupadas debaixo da terra, muito antes de surgirem as novas folhas e novos brotos; aquilo que parece uma interrupção no processo de crescimento é apenas uma pausa para reunir novas forças para crescer mais, produzir novos frutos a cada ano. É por isso que o mundo das plantas e vegetais é chamado em hebraico de “crescimento”.

Se uma árvore está em constante crescimento, certamente um ser humano deveria fazer o mesmo. Uma árvore pode crescer apenas fisicamente, nas raízes, tronco, galhos, folhas e frutos. Uma criança cresce tanto física quanto mentalmente. À medida que cresce fisicamente, ficando maior e mais forte, sua mente se desenvolve, seu caráter se aprimora, adquire mais conhecimento e sua conduta diária melhora. A uma certa altura o homem pára de crescer fisicamente, porém seu desenvolvimento mental e espiritual continua. Seja jovem ou idoso, não é em centímetros que o ser humano é medido, mas sim no seu progresso em aprender e utilizar este conhecimento na vida e no comportamento do dia-a-dia.

Para nós judeus a verdadeira medida é aquela do progresso em Torá e mitsvot – estas são nossas raízes e frutos. É nesses aspectos que devemos crescer constantemente. Não importa quão “crescidos” nos consideremos em assuntos de Torá e mitsvot, devemos crescer pelo menos um pouco mais amanhã, e o dia depois de amanhã será ainda melhor. Sempre há espaço para melhorar, e a hora é sempre propícia para amadurecer.

Somos árvores, vivendo duas vidas de uma só vez. Uma vida irrompendo do solo para este mundo. Onde, com toda nossa força, lutamos para nos elevar acima dele, aproveitar o sol e o orvalho, desesperados para não sermos arrancados pela fúria das tempestades, ou consumidos pelo incêndio.

Shabat Shalom!


Shabat de volta

Início das cerimônias de Kabalat Shabat na Sinagoga do Centro Israelita, no dia 5 de março, às 19h30min.

 

A Colônia é sempre um sucesso!

Encerramos com sucesso a Colônia de Verão do Centro Israelita - Club Campestre Macabi. Mais uma vez, ficou demonstrado que quando as Instituições – Clube Campestre, Chazit Hanor e Centro Israelita - reúnem forças em benefício da Comunidade, a resposta e os resultados são por demais satisfatórios.

Desde já, queremos agradecer mais uma vez a cada uma das famílias que acreditaram em nossa proposta, agradecer a cada um dos mechanchim (monitores), a coordenação da Morá Lú, a Mari na secretaria e a Direção de Gaby, pelo esforço e dedicação no cuidado de cada um de seus chanichim e nas atividades.

Com certeza, esta atividade Comunitária esta confirmada para os próximos anos!

Confira nosso álbum!

Com a palavra, Pablo

Muitos de vocês, ao receberem este Koleinu, se encontram de férias por isso ainda não tivemos a oportunidade de nos conhecer. Mas, mesmo assim, imagino que estejam se perguntando: que tipo de Rabino eu sou?

É muito difícil e seria pouco humilde escrever sobre minhas qualidades, e prefiro que com o passar do tempo, possam vocês mesmos descobri-lo.

Sou egresso do Seminário Rabínico Latino Americano “Marshall T. Meyer”, pertencente ao Movimento Conservador – Masortí. Mas o que implica pertencer ao Movimento Conservador - Masortí?

Embora esta resposta pudesse ser tema de um curso de estudos, lhes adianto que é pertencer a um movimento haláchico e pluralista; sendo parte integrante da sociedade do século XXI.

Pertencer ao Movimento Conservador - Masortí, é viver um judaísmo em família, no qual homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres.

Somos um Movimento Sionista, que entende e sente Medinat Israel como parte central de nossas vidas.

Com a minha chegada ao Centro Israelita, somos agora 8 Rabinos Conservadores no Brasil todo, estendendo assim uma ponte de união e irmandade com as comunidades Conservadoras de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Curitiba, entre outras.

“Tradição e Mudança”, esta frase tão descritiva de nosso Movimento, será o lema que irá nos inspirar a trabalhar juntos, e com a ajuda de D”S, poderemos assim viver vidas com significado judaico; para nós, para nossos filhos e para nossos netos.

Boas Férias e Shabat Shalom!
Rabino Pablo Iugt


Parabéns!

31/01
Henrique Jaime Suksteris
02/02
Adelina Naiditch
Jacob Lavinsky
Luiz Lavinski
Amalia B Schenkman
Clovis Soibelman
03/02
Arturo Kranz
04/02
Roberto Kaufman
08/02
Max Wachsmann Schanz
09/02
David Iasnogrodski
11/02
Raquel Cardon
Joseph Didio
Milton Burd
13/02
Franklin Mario Stern
14/02
Jankiel Jakobson
15/02
David Prikladnicki
16/02
Jones Szapsai
Rebeca Poyastro
18/02
Cidio Halperin
19/02
Angelo Garbarski
David Kelbert
Flavio Lerman
Gerson Golendziner
23/02
Hertha Wiener


Honra ao Mérito

Como já anunciamos há aluma semanas, por solicitação do Vereador João Dib será concedido a Iehuda o Diploma de Honra ao Mérito da Cidade de Porto Alegre.

Este ato solene virá a acontecer no dia 9 de março, terça feira, na Câmara Municipal, às 17h. Contamos com a presença de todos.


Malas prontas!

De malas prontas, passaporte na mão, e com a ansiedade de poder chegar em Israel. Assim, no próximo domingo, iniciaremos o Derech Israel V, com a participação de 70 passageiros coordenados por Lizete e Iehuda.

Desejamos boa viagem; aproveitem cada minuto em Israel.

E o Derech não para por aqui... a partir de março, iniciamos as inscrições para Derech Israel VI, em 2011.

Beshalach

Quando o povo de Israel saiu da terra do Egito, foi conduzido não em direção reta, para não topar com possíveis inimigos e assim lamentar a saída do Egito. O povo viaja em direção oposta, guiados por nuvens durante o dia, e por fogo durante a noite. Moshé não se esquece de transportar os restos de Iossef, assim como ele tinha pedido.

O povo de Israel já tinha chegado a Etam, no limite do deserto, quando receberam a ordem de acampar junto ao Mar Vermelho. Ali o Faraó, Paro, achou que estavam sem saída. Reuniu seu exército e começou a sua perseguição.

Rapidamente, os exércitos do Faraó se aproximam do povo de Israel, e o povo reclama a Moshe: “Teria sido melhor continuar vivos no Egito do que morrer no deserto”. Moshé lhes garante que Deus lutará por eles mais uma vez. Por ordem d’Ele, Moshé estende sua mão sob as águas. Um forte vento sopra, dividindo as águas. Isto permite que o povo atravessasse o mar. Os egípcios alcançam o povo dentro do mar, e as águas se fecham sobre os egípcios afogando-os.

Moshé e os filhos de Israel entoaram uma canção de vitória – Shirat Haiam – na qual louvaram o poder infinito de D-us.

O povo marchou em direção Sul, através do deserto de Shur, em direção a Mara (amargor, pelo gosto das águas). O povo começou a murmurar contra Moshé. Então foi adocicado o sabor das águas quando jogado dentro um tronco de árvore.

A um mês da partida do Egito, o povo reclama a Moshe mais uma vez, lhe dizendo que teria sido melhor continuar no Egito do que morrer no deserto. D-us  comunica a Moshe que fará cair pão do céu, e que nas noites enviaria aves migratórias para que eles as pudessem caçar e assim se alimentar.

Na manhã seguinte tudo estava coberto por maná, e cada um deveria recolher uma porção de mana, embora, no sexto dia da semana deveria ser recolhida uma porção dupla para se dispor do alimento no shabat.

Em Refidim, o povo disputa novamente com Moshe, queixando-se pela falta de água. Por ordem de D-us, Moshé bate numa rocha e sai água, podendo assim o povo bebê-la.

A tribo de Amalek ataca a Israel em Refidim. Guiados por Ioshua e com a ajuda de Deus, Amalek é derrotado. Moshé recebe a ordem de registrar este incidente e inculcar sua importância em Iehoshua, que conduziria os israelitas a Canaán. Por sua traição de atacar a Israel, Amalek deveria ser totalmente destruído e sua lembrança apagada da face da Terra.

“D-us é paz, o nome de D-us é paz, e tudo está unido em paz.”
Zohar