Sexta-feira, 05 de março | 26 de Adar de 5770
Parashá: Ki Tissa - Êxodo 30:11 - 34
Haftará:  Paráh – Ezequiel 36
Rosh Chodesh: Nissan – 3ª feira 16-03

18h35min


Shabat
por Iehuda Gitelman, líder espiritual do Centro Israelita

O Rabi Ioshua ben Hananaia tinha se tornado grande amigo do poderoso césar romano Adriano, fazendo com que eles se visitassem regularmente para conversar e debater os assuntos do dia.

Numa dessas conversas particulares, o imperador pergunta  a Rabi Ioshua:

- O que faz que a comida de Shabat se torne tão saborosa?

- Isso acontece por que nós judeus utilizamos um tempero especial chamado Shabat – respondeu o Rabi.

- Me dá então um pouco deste maravilhoso tempero – lhe disse Adriano.

E, com um sorriso, Rabi Ioshua lhe respondeu:

- É com pesar, meu querido amigo que tenho que te informar que esta espécie só oferece tão singular efeito naqueles que observam o Shabat. Para aqueles que não o observam, esta espécie única não surge efeito.

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Como escrevi no Koleinu da semana passada, a vivência que Israel nos dá é incomparável.

Uma dessas experiências é a preparação para o Shabat. Que doce dia é o Shabat para aqueles que se preparam para a sua chegada e desfrutam de seu acalmante frescor!

Shabat é o tempo para que o corpo e mente relaxem e rejuvenesçam.

Ao fazer esta pausa na semana, em nossa rotina diária de trabalho, conseguimos saborear a doce fragrância que ele nos dá.

Assim então preparemo-nos para receber neste novo ano cada Shabat como ele merece, colocando esse tempero que só o Shabat pode nos dar.

Shabat Shalom!

 

Encontram-se abertas as inscrições para o Lehatid 2010. Shirá, teatro, histórias, inglês e muitas outras novidades aguardam vocês!

Reserve sua vaga enviando e-mail ou ligando para 3279.6544 ou 3279.6535, com Mari.

Nossas atividades começam na 5ª feira, 11de março, às 9h15min.

Letamid de volta!

Iniciaremos nossas atividades na sexta-feira, 19 de março, às 17h15min. No dia 11, às 19h, teremos nossa reunião geral de pais. Aguardamos vocês!

Queridos!

Para  mim e minha família será uma honra muito especial poder compartilhar em família este momento da minha vida.

Por isso gostaria de que nos acompanhassem na Câmara Municipal de Porto Alegre e no final de tarde no Salão do Centro Israelita.

Obrigado!
Iehuda e família


Parabéns!

07/03
Israel Golbspan

11/03
Glaci Faingluz

12/03    
Ildo Meyer
Ana Wofchuk

Com a palavra, Pablo

Prezados amigos,

Prosseguindo com os shabatot especiais que acontecem durante o mês de Adar. Este Shabat recebe por nome "Shabat Pará" (o Shabat da vaca).

Geralmente, costuma coincidir com a parasha Ki Tisá, que leremos neste Shabat pela manhã, onde encontramo-nos com o triste e muito conhecido episódio do bezerro de ouro que o povo construiu ao perceber a falta de Moshe, que tinha ascendido ao Har Sinai pra receber as tábuas da lei das mãos de D-us.

Shabat Pará entrega para nós a oportunidade de ressarcir-nos daquele funesto insucesso da nossa história. A Torá conta para nós que as cinzas de uma vaca vermelha se utilizavam para remir certas faltas.

Nossos sábios de bendita lembrança, encontraram a conexão entre o bezerro de ouro e a vaca vermelha. Um, o maior símbolo do pecado da idolatria; a outra, símbolo do reconhecimento do erro e do arrependimento.

Queira D-us nos dar mais uma vez a possibilidade de remendar nossos erros, para podermos corrigir nosso rumo e preparar-nos tanto espiritual como fisicamente para  celebrar Pessach, nos últimos dias do mês de março, com um espírito renovado e totalmente limpo.

Que Deus abençoe a vocês com um Shabat Shalom Umeborach!

Rabino Pablo Iugt


Derech Israel 2011

Já estão abertas as inscrições para o Derech Israel 2011. Informações com Lizete no Colégio Israelita ou Iehuda pelo email: iehuda.gitelman@gmail.com. No mês de abril estaremos realizando já nossa 1ª reunião.


Ki Tissa

Deus disse a Moshé que ao fazer o censo dos varões maiores de vinte anos, estes deveriam pagar cada um meio “shekel hakodesh” de prata, que seria como oferta para Ele.  O dinheiro assim recolhido, seria destinado ao suporte do serviço no Tabernáculo.  Ordenou também que se fizesse um lavatório (receptáculo) de cobre para que fosse utilizado por Aaron e os seus filhos para a lavagem das mãos e pés.  Devia estar  fixa no átrio, à entrada do Santuário.  Para ungir os sacerdotes deveria utilizar-se uma mistura de azeite de oliveira com quatro ervas aromáticas.
Betzalel, da tribo de Yehuda e Oholiav da tribo de Dan, que eram artesãos, foram escolhidos para que supervisionassem a construção do Mishkan.  Deus recorda que todos deviam observar o Shabat e assim o povo cessou de trabalhar durante esse dia.

Moshé esteve no Monte Sinai durante quarenta dias e quarenta noites e o povo perante o temor de que não regressasse, pediu a Aaron que construísse um objecto para adoração e assim, este induzido, fundiu ouro de jóias e construiu um bezerro.  Os judeus levaram oferendas, cantaram e dançaram ao bezerro.

Tudo isto despertou a ira de Deus que ordenou a Moshé que descesse.  Pelo facto do povo se ter corrompido, Deus o destruiria. Moshé rogou então ao Eterno que tivesse compaixão deles e que lhes desse uma nova oportunidade.  Deus ouve o pedido de Moshé e aceita apiedar-se deles.
Moshé desceu com as duas Tábuas da Lei gravadas pelo Eterno e ouviu os gritos do povo e ao ver o bezerro e as danças, lançou as tábuas ao solo.  Destruiu o bezerro de ouro, lançando-o ao fogo. Recriminou Aaron pelo sucedido e este respondeu que fora forçado pelo povo.

Moshé pediu que quem quisesse segui-lo que se reunisse ao seu redor, sendo que os primeiros que se aproximaram foram da tribo de Levi.  Por ordem de Moshé, os levitas mataram trezentos chefes revoltosos.  Moshé rogou ao Eterno que perdoasse o povo e que não o destruísse e a resposta recebida foi que apenas castigaria quem pecou intencionalmente.

Moshé levantou a sua tenda para fora do acampamento já que este tinha sido profanado pelo bezerro de ouro.  Hashem voltou a garantir-lhe que Ele guiaria o povo à Terra de Israel.

Moshé subiu novamente ao monte com novas tábuas, segundo o que o Omnipotente lhe ordenara.  Hashem desceu numa nuvem e renovou o Seu pacto com os Bnei Israel e repetiu os mandamentos, entre os quais se proibia a idolatria, obrigava a observar as festividades e o Shabat.
Novamente Moshé esteve na montanha quarenta dias e quarenta noites, sem comer nem beber, escreveu sobre as tábuas os Dez Mandamentos (Aseret Hadvarim) e depois desceu.  O seu rosto brilhava pelo resplendor Divino.
Transmitiu as palavras do Eterno a seu irmão Aaron, aos anciãos e a toda a assembleia.  Depois Moshé cobriu o seu rosto com um véu e apenas o retirava quando se encontrava perante o Todopoderoso, ou quando transmitia as palavras Dele ao povo.

HAFTARÁ: Paráh

O período prévio a Rosh Chodesh Nissan, o mês no qual comemoramos a festividade de Pessach, é favorável para a purificação. Este é um dos motivos pelo qual se lee Parashat Pará nesta época do ano.

Mas, existe outro motivo: na época do Beit ha Mikdash – o Templo – o dia 15 de Nissán, todo o povo trazia ao Templo a oferenda de Pessach.

A Haftara descreve a época na qual Deus a de salpicar águas de purificação e reconstruirá todos os lugares sagrados, tirando assim as impurezas dos filhos de Israel.

“Aumenta teu conhecimento, embora com ele aumente tua dor. O verdadeiro conhecimento leva a insatisfação. A insatisfação constante é a essência da satisfação humana; te tira o sono,  mas dá sentido a tua vida."
Rabi de Kotsk