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Nesta semana como aconteceu em outras Shabatot leremos duas parshiot juntas – Mechuvarot -. Isto se deve ao fato de que em alguns anos temos um numero menor de Shabatot e, para completar o ciclo anual de leitura da Tora, juntamos algumas parshiot.
Parasha Chukat
Chucá significa lei, estatuto, mitsvá incompreensível ao intelecto humano. Esta parashá inicia relatando a mitsvá de Pará Adumá (vaca vermelha) que consistia em abater um a vaca vermelha, fora do Templo sagrado. As cinzas desta vaca, após queimada, eram misturadas com água de fonte e usadas para aspergir sobre as pessoas impuras. Existem vários graus de impureza; o morto é considerado a impureza máxima. A pessoa que tocava no morto ficava impura durante sete dias. No terceiro e sétimo dia aspergia-se sobre esta pessoa a água misturada com as cinzas da vaca. A pessoa [cohen] que aspergia, tocava ou carregava as cinzas ficava impura (cada qual em grau diferente).
A Parashá relata o falecimento de Miryam e a conseqüente falta de água para o povo (que tinham em mérito de Miryam). Após reclamação do povo, D’us mandou que Moshe falasse com certa pedra para que provesse água. Moshe bateu na tal pedra (após ter se dirigido à pedra errada) gerando assim água para todos. D’us considerou este ato de Moshe como falha sua, custando-lhe a entrada na Terra da Israel.
Na continuação, a Parashá conta que os Israelitas tentaram atravessar pacificamente as terras de Eissav, porém foi-lhes negado a entrada no pais. Tiveram então que rodear estas terras.
Aharon falece sobre sua montanha [Hor Hahar], vendo seu filho Elazar, vestir suas roupas e o substituindo como Sumo Sacerdote. O falecimento de Aharon, o grande apaziguador, provocou nos israelitas luto e tristeza de trinta dias.
Conseqüentemente (pela falta das nuvens que protegeriam o povo em mérito de Aharon) houve uma guerra contra um povo Cnaanita, no qual os israelitas vencem após condicionar a vitória à doação de todo o espólio de guerra para D’us.
O cansaço no deserto provocou nova reclamação dos israelitas e desta feita foram castigados por cobras venenosas. Uma cobra de cobre foi feita para lembrá-los deste episódio.
Ao continuarem viagem, perceberam que povos do deserto que emboscavam nas montanhas contra eles foram mortos milagrosamente. Os israelitas cantaram louvores a D’us.
A Parashá se encerra com a vitória dos israelitas contra poderosos reis. Povos que haviam sido contratados pelos povos de Israel para protegê-los contra a chegada dos israelitas. Eram eles o Emori e seu rei Sichon, que não permitiu a passagem dos israelitas pelo seu pais e Bashan e o seu rei, o gigante Og.
Parasha Balak
Balak era o rei de Moav que se juntou com o povo de Midiyan, um antigo inimigo seu, para planejar uma forma de conter o avanço dos israelitas no deserto, que ameaçava a eles. Resolveram contratar Bil’ám, um profeta não-judeu, para amaldiçoar os israelitas ao lembrar os seus pecados, de modo que estes caíssem em desgraça perante D’us e fossem vencidos em uma eventual batalha.
Bil’ám pediu aos mensageiros de Balak que pernoitassem, pois D’us só se revelava a ele durante a noite. D’us não lhe permitiu a ida. Mensageiros mais importantes foram enviados com uma proposta ainda mais vantajosa. Desta vez, D’us percebendo a sua ganância, permitiu a sua ida, porém só para falar o que D’us lhe dissesse. Como Bil’ám também odiava os israelitas, ele próprio preparou a sua mula e partiu em direção de Moáv.
No caminho, um anjo se pôs à frente da mula; a mula o viu e desviou-se do seu caminho. Bil’ám que não viu o anjo e surrou a mula para que ela voltasse ao caminho. O mesmo aconteceu uma segunda vez, porém como havia um muro dos dois lados, a mula apertou a perna de Bil’ám contra o muro e novamente ela apanhou. Na terceira vez, a mula, impossibilitada de desviar do caminho estreito, arreou.
Após apanhar novamente, a mula milagrosamente perguntou a Bil’ám: "Por que bateste em mim três vezes?" "Pois me fizeste passar vergonha", respondeu Bil’ám. "Alguma vez lhe fiz isto em todos esses anos que montaste sobre mim?", perguntou a mula. "Não", respondeu Bil’ám. Então D’us fez Bil’ám enxergar o anjo com uma espada na mão, que lhe disse: "Por que bateste na mula três vezes? A mula desviou-se de mim! Se não o tivesse feito, serias morto!" Disse Bil’ám: Pequei, pois não sabia da vossa presença; se não quiseres que eu vá, voltarei!". O anjo lhe disse: "Vá e diga somente o que lhe ordenarei".
Bil’ám é recebido por Balak com promessas de grande recompensa, mas adverte Balak que não poderá transgredir a vontade de D’us. Bil’ám pede para serem construídos sete altares e sobre eles sacrificados sete bois e sete carneiros. Ao iniciar suas palavras, somente bênçãos emanam de sua boca!
Uma nova tentativa é feita de um outro local, novos altares e sacrifícios são feitos, porém também desta vez suas palavras são somente bênção. Tentam uma terceira vez de outro local e o mesmo acontece. Balak furioso, expulsa Bil’ám. Antes de retirar-se, Bil’ám profetiza sobre o futuro dos israelitas, o futuro de Moav, do povo de Balak, e de outros povos, entre eles Amalek.
Bil’ám aconselha Balak a enviar as moças de seu povo para seduzir os israelitas, levando-os a praticar o adultério e a idolatria. Conseqüentemente, morreram vinte e quatro mil israelitas transgressores numa epidemia fulminante.
Pinchás (neto de Aharón) age com bravura matando o chefe da tribo de Shimon e uma princesa Midiyanita e faz cessar a epidemia. |