Sexta, 03/07/2009
11 Tamuz 5769
Parashá: Chukat-Balak -  Números 19 -  25:09
Haftará: Miquéias 5:6 -6:8

17h16min



Ao redor do fogo
por Iehuda Gitelman, líder espiritual do Centro Israelita

Um homem que regularmente assistia as reuniões de um grupo, sem nenhum aviso prévio deixou de participar de suas atividades. Passado algum tempo, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo na sua casa.

Era uma noite muito fria. O encontrou em casa, sozinho, sentado diante da lareira onde ardia um fogo brilhante.

Adivinhando o motivo da visita, o homem o convida a se sentar em frente a chaminé, e fica aguardando as palavras do líder.

Os dois homens apenas contemplam a dança das chamas em volta dos troncos de lenha que ardiam.

Passados alguns minutos, o líder seleciona cuidadosamente uma das brasas que ardiam e a empurra para um lado. Volta então ao seu lugar e aguarda em silêncio. Passado mais alguns minutos, o tronco solitário diminui seu brilho, até que se apaga.

Em poucos minutos, o que fora uma festa de luz passou a ser apenas um pedaço de carvão coberto de uma espessa capa de cinzas. E, até então, nenhuma palavra tinha sido pronunciada.
O líder, antes de sair, coloca novamente o carvão no fogo. Quase imediatamente se acende, alimentado pelas chamas ardentes em volta dele.

Em quanto o líder se retirava, o homem lhe agradece pela visita e pelo ensinamento, ao mesmo tempo em que se comprometia a participar da próxima reunião.

>>>

Podemos distinguir entre o fato de estar sozinho e a sensação de se sentir sozinho.

Diante do fato de estar sozinho, podemos nos direcionar a algo que nos leve a estar acompanhado, como participar de um grupo, de um clube, de um curso ou de qualquer outra possibilidade que encontremos, embora ache que a sensação de se sentir só pode ser algo difícil de mudar. Às vezes, essa sensação está relacionada com a conversa interna que temos, do que nos está acontecendo e de como me enxergo em relação aos outros. Reconhecer o que me falta e não no que posso atingir.

Como na parábola, é impressionante como nos apagamos quando ficamos sozinhos e como podemos melhorar ao estar em companhia!

Vivemos numa época e numa sociedade que favorece a solidão e o isolamento. As relações se complicaram tanto ao ponto que temos que ser mestres em relações humanas para entender a um amigo.

Como Comunidade, é bom lembrar que nós somos a chama, e que longe devemos estar de perder o brilho e até se apagar totalmente. Aos líderes, vale lembrar que são eles os responsáveis por manter acessa a chama de cada um de seus membros, e por promover a união para que o fogo seja realmente forte, eficaz e duradouro.

 



Venha para o Lehatid!

As atividades continuam a mil no Lehatid, com oficinas, peulot, dança israeli, muita animação e vivência de novas experiências para os chanichim. Acompanhe no nosso álbum de fotos as últimas atividades e informe-se sobre os programas do Departamento de Educação.

Informações:
3279.6542, com Mari

Shabat para Crianças

Traga o seu filho para aprender brincando, divertir-se com nossos jogos e madrichim. Faça seu filho fazer parte de uma vida comunitária desde cedo. Participe!


Casamento

Às famílias de Marianna Senderowicz e Rafael Kruter Flores pelo casamento, que acontece dia 4 de julho.


Parabéns!

02/07
LEIA WEISMAN
03/07
SOFIA ZALTZMAN
05/07
MAKSYM TERNER
06/07
IDA ANAPOLSKI
07/07
RENATA STRUMPF FISCH
08/07
ZELIG PRIKLADNICKI


Bein Hametzarim
As 3 semanas de luto

Na próxima 5ª feira - 09 de julho - tem início um período que se estende até 30 de julho chamado de Iemei Bein Hametzarim - as 3 semanas de luto entre o dia 17 de Tamuz e 9 de Av.

Este nome tem sua origem no versículo que diz: "Todos seus perseguidores a alcançaram (a cidade de Jerusalém) entre os limites (ben hametzarim)" (Eclesiastés - 1:3).

Mas a raiz da palavra metzar também significa: "estreito", e nossos sábios explicaram que ben hametzarim - entre os limites - se refere aos 21 dias de estreitos, aflição e sofrimento, que se encontram entre dois limites, 17 de Tamuz e 9 de Av.

O Jejum de 17 de Tamuz

Nossos sábios nos ensinam que cinco tragédias aconteceram em 17 de Tamuz, e por isso este dia foi decretado como dia de luto e jejum público:

1. A quebra das Tábuas da Lei, quando Moshé presencia a adoração ao bezerro de ouro.
2. Deixou-se de oferecer o Sacrifício Diário por causa do sítio à cidade de Jerusalém por parte do Império Babilônico.
3. A "queda" das muralhas de Jerusalém diante da investida do inimigo, dando início ao domínio da cidade e ao segundo exílio.
4. Rolos da Torá foram queimados, a partir de ordens do governador romano Apóstomo.
5. Um ídolo foi colocado no Templo.

Por estes motivos 17 de Tamuz é o segundo dia mais negativo do ano. O primeiro é 9 de Av, no próximo mês. O 17 de Tamuz é um alerta para a necessidade de controlarmos a ansiedade, a busca de resultados imediatos e o egoísmo. Dentro de um mês em que a restrição é especialmente recomendada, intensificamos os nossos esforços adotando um jejum.

Nas três semanas que têm início em 17 de Tamuz – 09 de julho -  a recomendação é para que não se dê início a novos empreendimentos.

Informações importantes 
sobre a Colônia de Inverno

O Centro Israelita se alinha aos cuidados estabelecidos pelas nossas instituições comunitárias com relação a prevenção da Febre Amarela e Gripe AH1N1 (Gripe Suína).

Por esta razão, a Colônia de Inverno de 2009 será realizada nas dependências do Centro Israelita, e não na Quinta da Estância Grande, como nos últimos anos.

Solicitamos também aos pais que consultem os pediatras de seus filhos que estejam acometidos de gripes ou resfriados, a título de prevenção.


Aqui não tem tempo ruim!

A Colônia de Inverno acontece nos dias 27, 28 e 29 de julho de 2009, no Centro Israelita. Serão 3 dias muito intensos, com atividades divertidíssimas pra provar que aqui não tem tempo ruim!!! A Colônia é uma realização do Centro Israelita e Club Campestre Macabi, com apoio do Colégio Israelita. O valor para os 3 dias é de R$ 60,00.

Você pode obter mais informações e fazer a inscrição de seu filho na Colônia através do telefone (51) 3279 6542, com Mari.


Derech Israel 2010

Ainda há vagas para o programa de viagem orientada a Israel. Informe-se com Lizete, no Colégio Israelita (3331.3933) e Iehuda (3279.6542). Não perca a oportunidade desta viagem inesquecível!

50º Bazar Anual de Na’amat Pioneiras

Data: 05 de julho,  das 10h às 18h.
Local: Hebraica RS – Rua Gal. João Telles, 508
Atrações: almoço, artesanato, brechó, chá da tarde, comidas típicas judaicas, leilão de artes, shows (durante todo o dia)

Machané da Chazit!
 
A super machané de inverno da Chazit está chegando!
 
Para saber maiores informações sobre as inscrições fale com os seus madrichim!
 
NÃO PERCA A CHANCE DE IR NA MACHANÉ!
 
Lembrando que teremos o ÚLTIMO SÁBADO DE CHAZIT DO SEMESTRE!

Dia 04/06, das 14h30min às 17h30min, no Colégio Israelita!
 
Estamos esperando todos vocês !
 
Chazak vê ale!
Chazit Hanoar - Faça a diferença

Nesta semana como aconteceu em outras Shabatot leremos duas parshiot juntas – Mechuvarot -. Isto se deve ao fato de que em alguns anos temos um numero menor de Shabatot e, para completar o ciclo anual de leitura da Tora, juntamos algumas parshiot.

Parasha Chukat

Chucá significa lei, estatuto, mitsvá incompreensível ao intelecto humano. Esta parashá inicia relatando a mitsvá de Pará Adumá (vaca vermelha) que consistia em abater um a vaca vermelha, fora do Templo sagrado. As cinzas desta vaca, após queimada, eram misturadas com água de fonte e usadas para aspergir sobre as pessoas impuras. Existem vários graus de impureza; o morto é considerado a impureza máxima. A pessoa que tocava no morto ficava impura durante sete dias. No terceiro e sétimo dia aspergia-se sobre esta pessoa a água misturada com as cinzas da vaca. A pessoa [cohen] que aspergia, tocava ou carregava as cinzas ficava impura (cada qual em grau diferente).

A Parashá relata o falecimento de Miryam e a conseqüente falta de água para o povo (que tinham em mérito de Miryam). Após reclamação do povo, D’us mandou que Moshe falasse com certa pedra para que provesse água. Moshe bateu na tal pedra (após ter se dirigido à pedra errada) gerando assim água para todos. D’us considerou este ato de Moshe como falha sua, custando-lhe a entrada na Terra da Israel.

Na continuação, a Parashá conta que os Israelitas tentaram atravessar pacificamente as terras de Eissav, porém foi-lhes negado a entrada no pais. Tiveram então que rodear estas terras.

Aharon falece sobre sua montanha [Hor Hahar], vendo seu filho Elazar, vestir suas roupas e o substituindo como Sumo Sacerdote. O falecimento de Aharon, o grande apaziguador, provocou nos israelitas luto e tristeza de trinta dias.

Conseqüentemente (pela falta das nuvens que protegeriam o povo em mérito de Aharon) houve uma guerra contra um povo Cnaanita, no qual os israelitas vencem após condicionar a vitória à doação de todo o espólio de guerra para D’us.

O cansaço no deserto provocou nova reclamação dos israelitas e desta feita foram castigados por cobras venenosas. Uma cobra de cobre foi feita para lembrá-los deste episódio.

Ao continuarem viagem, perceberam que povos do deserto que emboscavam nas montanhas contra eles foram mortos milagrosamente. Os israelitas cantaram louvores a D’us.

A Parashá se encerra com a vitória dos israelitas contra poderosos reis. Povos que haviam sido contratados pelos povos de Israel para protegê-los contra a chegada dos israelitas. Eram eles o Emori e seu rei Sichon, que não permitiu a passagem dos israelitas pelo seu pais e Bashan e o seu rei, o gigante Og.

Parasha Balak

Balak era o rei de Moav que se juntou com o povo de Midiyan, um antigo inimigo seu, para planejar uma forma de conter o avanço dos israelitas no deserto, que ameaçava a eles. Resolveram contratar Bil’ám, um profeta não-judeu, para amaldiçoar os israelitas ao lembrar os seus pecados, de modo que estes caíssem em desgraça perante D’us e fossem vencidos em uma eventual batalha.

Bil’ám pediu aos mensageiros de Balak que pernoitassem, pois D’us só se revelava a ele durante a noite. D’us não lhe permitiu a ida. Mensageiros mais importantes foram enviados com uma proposta ainda mais vantajosa. Desta vez, D’us percebendo a sua ganância, permitiu a sua ida, porém só para falar o que D’us lhe dissesse. Como Bil’ám também odiava os israelitas, ele próprio preparou a sua mula e partiu em direção de Moáv.

No caminho, um anjo se pôs à frente da mula; a mula o viu e desviou-se do seu caminho. Bil’ám que não viu o anjo e surrou a mula para que ela voltasse ao caminho. O mesmo aconteceu uma segunda vez, porém como havia um muro dos dois lados, a mula apertou a perna de Bil’ám contra o muro e novamente ela apanhou. Na terceira vez, a mula, impossibilitada de desviar do caminho estreito, arreou.

Após apanhar novamente, a mula milagrosamente perguntou a Bil’ám: "Por que bateste em mim três vezes?" "Pois me fizeste passar vergonha", respondeu Bil’ám. "Alguma vez lhe fiz isto em todos esses anos que montaste sobre mim?", perguntou a mula. "Não", respondeu Bil’ám. Então D’us fez Bil’ám enxergar o anjo com uma espada na mão, que lhe disse: "Por que bateste na mula três vezes? A mula desviou-se de mim! Se não o tivesse feito, serias morto!" Disse Bil’ám: Pequei, pois não sabia da vossa presença; se não quiseres que eu vá, voltarei!". O anjo lhe disse: "Vá e diga somente o que lhe ordenarei".

Bil’ám é recebido por Balak com promessas de grande recompensa, mas adverte Balak que não poderá transgredir a vontade de D’us. Bil’ám pede para serem construídos sete altares e sobre eles sacrificados sete bois e sete carneiros. Ao iniciar suas palavras, somente bênçãos emanam de sua boca!

Uma nova tentativa é feita de um outro local, novos altares e sacrifícios são feitos, porém também desta vez suas palavras são somente bênção. Tentam uma terceira vez de outro local e o mesmo acontece. Balak furioso, expulsa Bil’ám. Antes de retirar-se, Bil’ám profetiza sobre o futuro dos israelitas, o futuro de Moav, do povo de Balak, e de outros povos, entre eles Amalek.

Bil’ám aconselha Balak a enviar as moças de seu povo para seduzir os israelitas, levando-os a praticar o adultério e a idolatria. Conseqüentemente, morreram vinte e quatro mil israelitas transgressores numa epidemia fulminante.

Pinchás (neto de Aharón) age com bravura matando o chefe da tribo de Shimon e uma princesa Midiyanita e faz cessar a epidemia.

"A Tora pode ser interpretada de quarenta e nove formas diferentes, e disse D-us a Moshe: Segue o critério da maioria". Sanhedrin 4.2.