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Shavuot:
uma festa campestre e religiosa
Na festividade de Shavuot comemoramos o imponente acontecimento que experimentaram os filhos de Israel, sete semanas após o Êxodo do Egito, quando acamparam ao pé do Monte Sinai.
Este sucesso foi a revelação dos 10 mandamentos - Aseret Adibrot.
Embora estes mandamentos não constituam a totalidade da Torá, que contém 613 preceitos, eles são o fundamento.
As Aseret Adibrot formam a base de grande parte do que hoje é a civilização ocidental.
O caráter mais antigo de Shavuot é o de festa campestre.
No mês de Sivan termina a colheita de cereais. Um momento de tal importância na vida do povo dedicado ao cultivo da terra não podia transcorrer sem a recordação de D'us, e sem uma exteriorização de gratidão. Assim, dos próprios produtos que, graças à proteção divina puderam ser extraídos do solo, eram separadas as primícias, como oferenda. Por isso Shavuot é chamada também, Chag Habikurim, Festa das Primícias. Na época do Templo, Shavuot se caraterizava pelas peregrinações. Grandes grupos de agricultores afluíam de todas as províncias e o país adquiria um aspecto animado e pitoresco. Os peregrinos se organizavam em longas caminhadas, e dirigiam-se para Jerusalém, acompanhados durante o trajeto pelos alegres sons de flauta. Em cestos decorados com fitas e flores, cada um conduzia a sua oferenda; primícias de trigo, cevada, uvas, figos, romãs, azeitonas, tâmaras. Produtos que deram renome ao solo de Eretz Israel. Chegados à Cidade Santa, eram acolhidos com cânticos de boas vindas e penetravam no Templo, onde faziam a entrega dos seus cestos ao sacerdote. A cerimônia se completava com hinos e toques de harpas e outros instrumentos musicais. Meguilat Rut
Entre os costumes e tradições de Shavuot destaca-se a leitura do livro de Rut. Existem diversas explicações do por que da leitura deste livro e sua relação com este Chag:
· Rut nos ensina o verdadeiro caminho para o recebimento da Torá.
· De acordo com a tradição, o rei David, bisneto de Rut, nasceu e morreu em Shavuot.
· A Meguilat Rut, o livro de Rut, nos descreve a época da colheita em Eretz Israel.
· Shavuot nos apresenta dois aspetos que se complementam entre si e que representam a espinha dorsal do judaísmo: a conjunção dos valores éticos universais básicos expressados nos Dez Mandamentos e a identidade nacional.
· Meguilat Rut nos fala do paralelismo entre a aceitação de Rut do judaísmo e a aceitação do povo de Israel, ambas feitas no momento de transição a caminho da Terra de Israel e ambas no exílio.
· Rut nos apresenta em suas resumidas palavras a fórmula da identidade judaica plena. Fórmula que continua sendo vigente hoje em nossos dias.
· Ante a súplica de Noemí para que Rut a abandone e regresse a sua terra, Rut responde: "Não me obrigues a abandonar-te, a desistir de te acompanhar, pois onde fores eu irei também, aonde te alojares ficarei também, teu povo será meu povo e teu Deus será meu Deus" (Rut 1:16).
· Rut manifesta a resposta ao dilema da identidade que ainda hoje continua. Uma resposta simples e completa, destacando três elementos essenciais e impossíveis de serem separados: o destino comum - onde fores eu irei, a pertença nacional - Teu povo é meu povo - e a crença na fé de Israel - teu Deus é meu Deus.
· A possibilidade de uma identidade judaica desvinculada de algum destes elementos se apresenta como incompleta e incoerente.
· Rut não só aceita os ensinamentos do judaísmo como retorna do exílio a Terra de Israel levando dentro da mochila uma identidade judaica sólida. Rut começa uma mudança na sua condição humana, escolhe e aceita a totalidade de sua identidade.
Receita de Shavuot
É habitual comer derivados do leite, já que a Torá é a fonte de vida para tudo, da mesma maneira que o leite é para a criança lactente. Além disso, vacas e cabras têm uma abundância de leite nesta estação, e muitos petiscos podem ser preparados com leite. Algumas pessoas assam bolos altos em memória à entrega da Torá no Monte Sinai. Outros comem muita fruta, em particular as sete espécies de Eretz Israel. Blintses tradicionais
Ingredientes da Massa
4 ovos
1/2 xícara de leite
1/2 xícara de água
1 xícara de farinha
1 colher (sopa) de essência de baunilha
1 pitada de sal
1 colher (sopa) de óleo Modo de Preparo Numa tigela, misture bem os ovos, o leite e a água. Adicione aos poucos a farinha, o açúcar, a baunilha, o sal e o óleo. Bata bem até ficar uniforme. Com uma toalha de papel, aplique uma fina camada de óleo numa pequena frigideira. Coloque-a sobre fogo médio até que fique quente, mas não fumegante.
Derrame aproximadamente 1 concha (1/3 xícara) da massa na frigideira. Vire a frigideira de modo que a massa se espalhe e cubra o fundo todo. Frite um lado até que se formem pequenas bolhas de ar. Cuidadosamente solte as bordas com a ponta de uma colher e deixe escorregar num prato. Repita toda a operação até o final da massa. Vire a panqueca e coloque o recheio de sua escolha no lado frito de-la, deixando espaço nas bordas. Enrole uma vez para cobrir o re-cheio. Dobre os lados em direção ao centro e continue enrolando até fechar a panqueca. Antes de servir, coloque as panquecas com a dobradura para baixo e esquente durante dois minutos.
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www.visaojudaica.com.br. |